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Mostrando postagens de novembro, 2017

O HOMEM DO POTE

O HOMEM DO POTE Eusébio Djú Ao Homem do Pote. À Odete Costa Semedo Era nas aulas do seminário de leitura literária, no oitavo trimestre do curso de Licenciatura em Letras – Língua Portuguesa. Em um daqueles dias, tive que ler e explicar um conto. Estava distraído, sem saber qual seria a leitura. Surpreendentemente, o conto apresentado foi “A Lebre, o Lobo, o Menino e o Homem do Pote” . Para mim, foi como revisitar uma história conhecida da tradição oral guineense. Lembrei-me das narrativas da minha infância, contadas à beira do lume. Eu adorava ouvir cada uma, memorizando cena por cena. Refletia sobre a história do Homem do Pote. O desfecho sempre me intrigou: será que ele morreria sem alcançar uma vida melhor? Aquele homem provocava em mim a sensação de que, para alcançar dignidade, seria preciso passar por provações semelhantes. Às vezes, ouvia dizer que é preciso sofrer para, depois, alcançar a felicidade. Mesmo assim, me entristecia o destino do Homem do Pote. Essa história, sabia...