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Mostrando postagens com o rótulo LITERATURA

GUINÉ-BISSAU: FORTALEZA DE AMURA PALCO DE SEXTAS POÉTICAS

Fonte: http://www.farp.gw A iniciativa é de um grupo de jovens poetas, escritores e outras organizações e pessoas amantes da cultura, que decidiram eleger as sextas feiras, dia das suas atividades, denominando-lhe “Sextas Poéticas”, em que na sexta passada, Amura foi sorteado para o evento. Fizeram representar no acto, vários poetas e escritores nacionais, entre os quais, Ernesto Dabo, Abulai Sila, Conduto de Pina, Jorge Otinta, Major Manuel da Costa, Capitão Adão Quade, Adriano (Atchos Esprees) entre outros e dos demais Generais, oficiais superiores, subalternos, Sargentos e Praças, população civil, nacionais e estrangeiros e o conhecido musico, Ramiro Naca.   A Ocasião serviu para o Chefe da Divisão da Educação Cívica, Assuntos Sociais e Relações Públicas do Estado Maior General das Forças armadas, Brigadeiro General, Albertinho António Cuma, louvar a iniciativa da associação dos poetas da Guiné-Bissau que escolheram a Fortaleza de Amura para realização deste a...

O HOMEM DO POTE

O HOMEM DO POTE Eusébio Djú Ao Homem do Pote. À Odete Costa Semedo Era nas aulas do seminário de leitura literária, no oitavo trimestre do curso de Licenciatura em Letras – Língua Portuguesa. Em um daqueles dias, tive que ler e explicar um conto. Estava distraído, sem saber qual seria a leitura. Surpreendentemente, o conto apresentado foi “A Lebre, o Lobo, o Menino e o Homem do Pote” . Para mim, foi como revisitar uma história conhecida da tradição oral guineense. Lembrei-me das narrativas da minha infância, contadas à beira do lume. Eu adorava ouvir cada uma, memorizando cena por cena. Refletia sobre a história do Homem do Pote. O desfecho sempre me intrigou: será que ele morreria sem alcançar uma vida melhor? Aquele homem provocava em mim a sensação de que, para alcançar dignidade, seria preciso passar por provações semelhantes. Às vezes, ouvia dizer que é preciso sofrer para, depois, alcançar a felicidade. Mesmo assim, me entristecia o destino do Homem do Pote. Essa história, sabia...

Uma análise crítica sobre a obra: “Escolarizando Homens Negros” de Bell Hooks.

O presente trabalho visa a analisar as temáticas principais da obra: “ Escolarizando Homens Negros” de Bell Hooks, a partir do contexto motivacional de sua produção e levando em consideração a estrutura dessa obra, tal como, os seus aspectos contextuais. Para tanto, considerar-se-á neste texto, tanto quanto possível, os conceitos presentes na obra tais como: racismo, sexismo, estereotipação, feminismo, heteroidentificação, desigualdade, inferiorização, socialização, escolarização, reflexão, exploração, opressão e entre outros temas, aqui, não mencionados.   Autora elaborou este texto tendo em conta as preocupações com o momento político que se vive, com tantas ameaças às conquistas em relação aos direitos humanos e a uma educação que respeite as diversidades. A autora discute o racismo e as desigualdades de classe na escolarização dos meninos negros nos Estados Unidos, em escolas públicas que agem contra eles, inferiorizando-os, desinvestindo em seu aprendizado, desacreditando...

CORPO, GÊNERO E PODER NA LITERATURA.

                                                                                                                                              Bruno João Cá e Eusébio Djú Orientadora Profa. Dra. Luana Antunes Costa           ...

Dos lugares, nos extremos da História: a representação dos espaços na obra “O outro pé da sereia” de Mia Couto

       Eusébio Djú     Orientadora : Izabel Cristina dos Santos Teixeira Resumo O presente artigo analisa transformações e reorganizações dos espaços físicos (geográficos), ao longo do tempo, proporcionadas pelas relações sociais aí presentes, na obra “O outro pé da Sereia” (COUTO, 2006). A narrativa, desenvolvida em XIX capítulos, enfoca contextos históricos distintos: século XVI e século XXI. No século XVI, dá-se a viagem do Provincial dos Jesuítas, da Índia Portuguesa (cidade de Goa) para o império Monomotapa (Moçambique). Tempos depois (século XXI), partindo dos EUA para este último lugar, dirige-se o casal Benjamin Southman (afrodescendente) e Rosie Southman (brasileira), a fim de que o marido resgate sua pregressa identidade (raízes africanas). Ainda século XXI, em Moçambique, o casal Mwadia Malunga e Zero Madzero (pastor de ovelhas da região) encontram uma imagem de Nossa Senhora, no rio Mussenguezi, na pequena cidade de nome Antigamente ...