Trajetória, formação e constituição da identidade intelectual Eusébio Djú (Bijimita, Guiné-Bissau, 12 de maio de 1988) é professor, pesquisador e intelectual dedicado ao estudo das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, da Literatura Comparada, da Teoria Literária e da Hermenêutica Filosófica, desenvolvendo pesquisas que articulam literatura, memória, oralidade, ancestralidade, paisagem, ética e processos de construção das identidades culturais no universo da língua portuguesa. Sua produção acadêmica concentra-se na investigação das formas pelas quais a literatura constitui um espaço privilegiado de elaboração das experiências históricas, dos traumas coletivos, das heranças coloniais e das dinâmicas de resistência cultural, privilegiando abordagens interdisciplinares que estabelecem diálogo entre crítica literária, filosofia, estudos pós-coloniais, sociologia da literatura e história cultural. Sua trajetória intelectual caracteriza-se pela constante articulação entre investigaçã...
Cresci e aprendi com Onputo Cá o carácter do ser humano - a maneira de agir e de reagir na sociedade, a moral e a ética, a firmeza e coerência nas atitudes; com Indjinde Nanque a simplicidade, amor, honestidade, simpatia. Quero crer que é impossível avultar e chegar a este nível noético e olvidar dos meus irmãos, primos, tios e amigo. Cada um deles deu a melhor de si para mim, para que, hoje eu seja o que sou. Extraí deles o caráter digno de respeito e a admiração. Com Abinté Djú aprendi a trabalhar devagar e cuidadosamente sem pisar nas feridas. O Arrisso Cá me ensinou as estratégias a disputa intelectual. Dele, eu vim adquirindo a competência à guerrilha, tornando-me tenaz e conquistando uma boa reputação. De Irmindo Nanque trago a sapiência e tática de lavoura. Romeu Djú me ensinou apenas a saber livrar-se de erros e evitar de ter problemas com os colegas e vizinhos, também, a desistir da luta social, quando não houver mais condição para continuar a ...
Ao empenhar-se na elaboração de um texto, o autor encontra-se investido de um propósito inalienável: o de externalizar sua cosmovisão. O texto converte-se, assim, em veículo privilegiado para a transmissão de uma mensagem, missão que exige entrega diligente e esforço inexaurível. A escritura, em sua essência, revela-se como um labor árduo, frequentemente assemelhado a um exercício físico de extenuante rigor. Contudo, tal desafio não pode resvalar para uma prática aleatória, marcada por tentativas desordenadas, como um golpe hesitante de um dardo lançado no vazio. Escrever constitui um ato deliberado, um exercício que transfigura o autor em um artífice da palavra, seja um escritor exímio, um crítico aguerrido, um ensaísta meticuloso ou um poeta visionário, capaz de aprisionar nas linhas a sutileza do vento, a vastidão do oceano e a eternidade da terra. É imperioso compreender que o florescimento de um escritor proficiente não se dá de forma abrupta ou fortuita. O reconhecimen...
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